segunda-feira, 6 de maio de 2013

Bibliosesc - Maio 2013

 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cine Clube Viva Mãe Luiza apresenta: Meu Malvado Favorito

Por: JFML

O Cine Clube Viva Mãe Luiza apresenta amanhã, 24/04 (quarta-feira), na quadra da Casa Crescer às 18h30, o filme "Meu Malvado Favorito".

Sinopse:  A pirâmide de Gizé foi roubada, sendo substituída por uma imensa réplica a gás. O feito é considerado o roubo do século, o que mexe com o orgulho de Gru (Steve Carell). Desejando realizar algo ainda mais impressionante, ele planeja o roubo da Lua. Para tanto conta com a ajuda dos mínions, seres amarelados que trabalham como seus ajudantes, e do dr. Nefario (Russell Brand), um cientista. Só que para realizar o roubo terá que tomar de Vetor (Jason Segel), o ladrão da pirâmide, um raio que consegue diminuir o tamanho de tudo que atinge. Sem conseguir invadir a fortaleza de Vetor, Gru encontra o plano perfeito quando vê as três órfãs Margo (Miranda Cosgrove), Agnes (Elsie Fisher) e Edith (Dana Gaier) entrarem no local para vender biscoitos. Ele então vai ao orfanato e resolve adotá-las. Só não esperava que, aos poucos, fosse se afeiçoar às irmãs.

domingo, 14 de abril de 2013

Buarquem-se!

Por: Theodoro C. E. dos Reis
Definitivamente, não sou a favor de nenhum tipo de censura, muito menos a cultural, mas pra tudo tem limites. Estão destruindo a música brasileira valendo-se da liberdade de produção cultural. Molesta-se de tudo, mata-se a MPB, desfiguram o Forró, privatizam e vulgarizam o Samba, marginalizam o Reggae, extinguem as Cantigas de Roda, por fim, “bregarizam” os que protestam.
A letra, não mais existe, a sensualidade da dança foi substituída pela vulgaridade e a desvalorização da mulher, os movimentos coreógrafos foram substituídos por movimentos tipicamente sexuais, palavrões, ambiguidades pornográficas, xingamentos, apologia aos mais variados crimes, existe de tudo que não presta e mais um pouco.
O forró agora é com paredão e não mais com trio de sanfoneiro, samba só pode uma vez por ano e se tiver a “nua-pintada-beleza”, cantigas de roda é coisa do passado, MPB é coisa de velho, e o reggae, só ouve quem “não presta”. Quem nuca ouviu esse tipo de absurdo? Quantos que defendem a democracia cultural não abrem a boca pra falar esse tipo de coisa?
Vou confessar que fiquei destruído quando recebi o resultado que a música Camaro Amarelo tinha sido eleita a música do ano de 2012. Destruído sim, surpreso não. Essas mutações vêm sendo cada vez mais comum em nossas músicas no decorrer do tempo, parece apenas que pioram.
Se eu fiquei destruído imaginem como ficaria o Dorival Caime, João Gilberto, Renato Russo, Cazuza, Tim Maia, Cássia Eller, Vinícius de Morais e Elis Regina? Como se sentiram o Rei Roberto Carlos, o Mestre Chico Buarque, Gilberto Gil, Arnaldo Antunes, Rita Lee, Nando Reis, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia?
Nada de letra, nada de poesia, nada de romantismo, nada de dança entre casais apaixonados, nada de protesto político em formas musicais. Também nada contra os discordantes, mas particularmente, prefiro meu velho e bom Chico Buarque, que, aliás, recomendo a todos. Aos que sofrem de desnutrição cultural eu vos digo: Buarquem-se!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Secretária de educação Betânia Ramalho e Nicole Miescher visitam as obras do Ginásio Poliesportivo

Por: JFML

A presidente da Ameropa Fundation Nicole Miescher em companhia da secretária de educação Betânia Ramalho, do secretário-adjunto Joaquim Oliveira e de representantes do CSPNSC visitaram nessa quinta-feira (04/04) as obras do Ginásio Poliesportivo da Escola Dinarte Mariz na comunidade. A financiadora da obra discutiu com os secretários alguns pontos referentes ao andamento da parte burocrática do projeto, como o PPP (Projeto Político Pedagógico) e demais contrapartidas do Estado.
 (Nicole Miescher, Betânia Ramalho, Ion de Andrade e Joaquim Oliveira)

De acordo com Roberto Antunes, um dos engenheiros responsáveis, a obra, finaciada pela Ameropa Fundation via Centro Sócio Pastoral, teve início em novembro de 2012 e já chega a 20% de conclusão dentro do cronograma estabelecido pelas partes.
 (Obra do Ginásio Poliesportivo)

terça-feira, 5 de março de 2013

Garantindo o futuro

Por: Rafael Bune
rafaelbune@hotmail.com
Na última terça feira, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou uma das mais importantes leis na atual legislatura. Trata-se do chamado Pacto Nacional Pela Alfabetização Na Idade Certa. A medida provisória 586 cria incentivos para a alfabetização das nossas crianças até a idade estabelecida como limite, no caso, oito anos de idade. Entre os incentivos previstos na MP estão a concessão de bolsas de estudo em cursos de pós-graduação para profissionais da educação, e a introdução, no currículo das instituições de ensino superior, de disciplinas específicas de alfabetização.
A MP agora segue para o Senado e, se aprovada, dependerá apenas da sanção da Presidenta Dilma Rousseff. Em todo caso, motivos pra comemorar não faltam, a terra do futebol parece agora despertar que podemos nos transformar na terra dos que priorizam a educação. Por hora, sobram expectativas.
Observando o cenário atual da educação publica em nossa comunidade, podemos observar que os educadores parecem trabalhar em uma espécie de corda bamba. Verdadeiros milagres são feitos todos os dias. Em uma rápida conversa com um dos gestores escolares de Mãe Luiza, ele me contou que “É como se matássemos um leão por dia. E não é só isso, temos a certeza que outros leões nos aguardam”.
Que fique registrado que: sob a forma de Medida Provisória, a vitória é menor do que realmente poderia ser. O ideal é que o Legislativo nos presentei com um Projeto de Lei, e aí sim, teremos uma vitória consolidada.
Sem a devida atenção das autoridades educacionais qualquer transformação profunda e realmente eficaz, nos soa como utopia. Quadro e giz não podem ser considerados recursos satisfatórios. E exigir mais dos nossos educadores é, no senário atual, desumano e irresponsável.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Curiosidades sobre o Cordel

Por: Violeiro Fábio Sombra

Surgem os primeiros folhetos
Com a invenção da imprensa pelo alemão Johannes Gutenberg, por volta de 1440, os livros impressos ficaram com o custo mais acessível, e mais pessoas vieram a se interessar pela palavra escrita. Foi quando os trovadores perceberam a oportunidade de aumentar seus rendimentos e passaram a oferecer também o texto impresso de seus poemas, ao final de suas apresentações.

No início, esses versos não tinham ainda o formato de livrinhos encadernados e se constituíam de folhas soltas. Por isso, em Portugal ganharam o nome de folhas volantes. Na Espanha ficaram conhecidos como pliegos sueltos e na França como lttérature dcolportage.

A tradição chega ao Brasil
Junto com os colonizadores portugueses, a tradição dos trovadores e folhetos chegou ao Brasil e aos poucos, começou a se difundir pelo interior do país. E foi no sertão do Nordeste que acabou ganhando mais força e aceitação. Apesar de está presente em nosso país desde o século XVI, somente no final do século XIX é que a literatura de cordel começou a adquirir a forma que conhecemos até hoje: livrinhos - também chamados de folhetos - encadernados e histórias contadas em estrofes de seis versos cada, a sextilhas.

E nessa mesma época surgiram os primeiros grandes mestres da literatura de cordel, como Ugolino Nunes da Costa, Germano da Lagoa e o mais conhecido de todos, Leandro Gomes de Barros (1868-1918).

De onde vem o nome cordel
Para entender a origem do nome, precisamos compreender como trabalhavam os vendedores de folhetos. Em sua eterna correria de feira em feira, viajando a cada dia para um lugarejo diferente, os vendedores tiveram de inventar uma maneira prática e barata de expor seus livros aos clientes e leitores.

Numa livraria tradicional, os livros são colocados em estantes e prateleiras. Como não podem carregar esses móveis pesados com eles, os vendedores de folhetos costumam trazer em suas malas, junto com os livros, vários rolos de barbante. Ao chegar a praça do mercado, eles esticam essas cordinhas (ou cordéis) entre dois postes ou duas árvores e nelas penduram os livrinhos abertos na página central. Foi daí que surgiu o termo literatura de cordel, que conhecemos até hoje. Nos dias de vento, os vendedores prendem os livrinhos com regadores de roupa e pronto: está montada a livraria!

A figura do vendedor de folhetos
Nem sempre os livrinhos são vendidos pelo próprio poeta que os escreve. No entanto, a maioria dos vendedores de livrinhos de cordel sabe cantar e declamar os versos que vendem. Para aumentar o interesse pela mercadoria, os vendedores costumam reunir uma roda de interessados e, ali, começam a declamar os versos de algum livro de sucesso.

Se o assunto é interessante, mais pessoas vão se aproximando. Quando a história chega ao momento de maior suspense, o vendedor interrompe a leitura, sorri para a multidão e pisca o olho dizendo:

- Para conhecer o final da história só comprando o livrinho!

Todos correm a comprar os folhetos. Logo após o esperto vendedor recomeça com a leitura de um novo livro e assim, nu bom dia chega a vender centenas de obras.

A aparência dos folhetos
O livrinho - o folheto - de cordel tradicional mede cerca de 10x16cm e tem geralmente 8,16 ou 24 páginas. Raramente chega a 32 e raríssimos são os romances de 64 páginas. O papel é barato, bem fininho e de cor amarelada. O texto é todo em versos, quase sempre estrofes de seis versos cada uma.

Outra característica dos livros de cordel pode ser encontrada nos últimos versos de um folheto, onde o autor assina sua obra por meio de um ACRÓSTICO. O acróstico é um nome ou palavra resultante da união das primeiras letras de cada um dos versos de uma estrofe.

Os folhetos de cordel tradicional quase nunca trazem ilustrações em seu interior, mas as capas costumam mostrar gravuras feitas em xilografia. Nessa técnica o artista reproduz o desenho a través de um carimbo de madeira, escavado cuidadosamente com canivete ou formão.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

BLOG FEITO COM AMOR

Por: Prof. Vanduí Guedes da Silva

















Mãe Luíza é tão carente
De boa informação
Que muitos não acreditam
Em um canal de ação.
Mãe Luíza nos fomenta
Pra termos a mente atenta
E uma boa educação.
O blog de Mãe Luíza
É para ser divulgado.
É pra todo cidadão
Se sentir conectado.
Conectado com a vida
Pra vida ser mais sabida
E o SER ser avançado.
Não se avança calado,
Mas se avança com amor.
Amor também é justiça
Defendendo o seu valor.
Mãe Luíza tem História,
Também tem boa memória
Na alegria ou na dor.
Pra esse blog dar certo
Precisamos nos unir.
Precisamos de esperança
E, com força, resistir.
Em muita ocasião,
Contem sempre com a ação
Do professor Vanduí.

Vanduí Guedes da Silva, professor há mais de 25 anos,
trabalhou durante 15 anos na Escola Estadual Dinarte Mariz.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Revolucione a Sala de Aula

Por: Stephen Kanitz


Qual a profissão mais importante para o futuro de uma nação? O engenheiro, o advogado ou o administrador? Vou decepcionar, infelizmente, os educadores, que seriam seguramente a profissão mais votada pela maior parte dos leitores. Na minha opinião, a profissão mais importante para definir uma nação é o arquiteto. Mais especificamente o arquiteto de salas de aula.
Na minha vida de estudante frequentei vários tipos de sala de aula. A grande maioria seguia o padrão usual de um monte de cadeiras voltadas para um quadro negro e uma mesa de professor bem imponente, em cima de um tablado. As aulas eram centradas no professor, o "lócus" arquitetônico da sala de aula, e nunca no aluno. Raramente abrimos a boca para emitir nossa opinião, e a maior parte dos alunos ouve o resumo de algum livro, sem um décimo da emoção e dos argumentos do autor original, obviamente com inúmeras honrosas exceções.
Nossos alunos, na maioria, estão desmotivados, cheios das aulas. É só lhes perguntar de vez em quando. Alguns professores adoram ser o centro das atenções, mas muitos estão infelizes com sua posição de ator obrigado a entreter por cinquenta minutos um bando de desatentos.
Não é por coincidência que somos uma nação facilmente controlada por políticos mentirosos e intelectuais espertos. Nossos arquitetos valorizam a autoridade, não o indivíduo. Nossas salas de aula geram alunos intelectualmente passivos, e não líderes; puxa sacos, e não colaboradores. Elas incentivam a ouvir e obedecer, a decorar, e jamais a ser criativos.
A primeira vez que percebi isto foi quando estudei administração de empresas no exterior. A sala de aula, para minha surpresa, era construída como anfiteatro, onde os alunos ficavam num plano acima do professor, não abaixo. Eram construídas em forma de ferradura ou semicírculo, de tal sorte que cada aluno conseguia olhar para os demais. O objetivo não era a transmissão de conhecimento por parte do professor, esta é a função dos livros, não das aulas.
As aulas eram para exercitar nossa capacidade de raciocínio, de convencer nossos colegas de forma clara e concisa, sem "encher linguiça", indo direto ao ponto. Aprendíamos a ser objetivos, a mostrar liderança, a resolver conflitos de opinião, a chegar a um comum acordo e obter ação construtiva. Tínhamos de convencer os outros da viabilidade de nossas soluções para os problemas administrativos apresentados no dia anterior. No Brasil só se fica na teoria.
No Brasil, nem sequer olhamos no rosto de nossos colegas, e quando alguém vira o pescoço para o lado é chamado à atenção. O importante no Brasil é anotar as pérolas de sabedoria.
Talvez seja por isto que tão poucos brasileiros escrevem e expõem as suas ideias. Todas as nossas reclamações são dirigidas ao governo - leia-se professor - e nunca olhamos para o lado para trocar ideias e, quem sabe, resolver os problemas sozinhos.